
O “flâneur”, que pode ser traduzido por passeador, é aquele que caminha e vislumbra todos os detalhes de uma cidade. Ele costuma questionar e imaginar a vida daqueles que passam, ouvir conversas, observar as roupas e os novos produtos nas lojas. “Ele vê o mundo, está no centro do mundo, mas está oculto do mundo” (Charles Baudelaire).
O “zappeur”, que traduzo como passeador conectado, é aquele que tem a lógica de uma aparelho celular, acumulando cenas, ideias e sons, tendo seu próprio tempo e, aparentemente, desconectado do mundo exterior. Ele não segue um roteiro pré-definido, mas guia-se pela subjetividade estabelecida pelos estímulos momentâneos.